Após operação da Polícia Federal, estudantes negam que residência da UFPB seja ‘armazém de drogas’

Estudantes residentes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) se manifestaram, nesta sexta-feira (4), sobre a Operação Residence, da Polícia Federal, que desarticulou um esquema de tráfico de drogas na Paraíba. A Polícia disse que o grupo criminoso utilizava um quarto na Residência Universitária da UFPB como base de armazenamento e distribuição de drogas para a Paraíba e estados vizinhos, mas os estudantes negaram.

Segundo nota distribuída hoje, os estudantes disseram que “a Polícia Federal sequer adentrou nos quartos da residência, permanecendo apenas na portaria juntamente com os seguranças para os esclarecimentos devidos”.

A nota ainda repudia “qualquer tentativa arbitrária criminalização do movimento de residências universitárias diante da operação da Polícia Federal que envolveu a residência do Centro”.

Leia:

‘NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A IDA DA POLÍCIA FEDERAL NA RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA DA UFPB NO CENTRO DE JOÃO PESSOA.

 Mais uma vez os estudantes são criminalizados, agora os Residentes da Universidade Federal da Paraíba. Na manhã do dia 03 de dezembro, A Polícia Federal esteve na Residência Universitária Feminina Elizabeth Teixeira, localizada no centro de João Pessoa, com um mandado de prisão de uma residente supostamente ligada as investigações, segundo os seguranças do patrimônio que estavam presentes, visto que realizavam a troca de turno. No entanto, a grande mídia, de forma equivocada deu a entender que a droga era armazenada em um dos quartos da Residência Feminina e distribuída na Paraíba e em outros estados.

 Ocorre que a equipe da polícia Federal sequer adentrou nos quartos da residência, permanecendo apenas na portaria juntamente com os seguranças para os esclarecimentos devidos. Lamentável as esquipes de Jornais a procura de um “furo” de reportagem propagarem informações graves a respeito das Residências Universitárias. Ambas as Residências, tanto a mista (feminina e masculina) localizada dentro da UFPB, e a feminina do centro estão em obra, com todos os quartos sendo acessados e reformados e nenhum entorpecente ou suposto armazém em um dos quartos foi encontrado pela esquipe que administra a obra.

 Todas fomos pegas de surpresa com tais notícias, visto que o ambiente da residência feminina é pequeno e esse tipo de movimentação facilmente seria notado tanto pelas residentes quantos pelos seguranças do patrimônio.

 À vista disso, vale ressaltar que as notícias mencionaram um líder, isto é, um homem, como um homem iria armazenar drogas numa residência feminina, em que o acesso é controlado e restrito ?
No mais, até o momento temos a informação de que a Pró-Reitoria de Assistência e Promoção Estudantil acionaria a Procuradoria Jurídica hoje à tarde para solicitar esclarecimentos junto à PF e tomar providências a respeito. Nós, estudantes e residentes universitários da UFPB, repudiamos qualquer tentativa arbitrária criminalização do movimento de residências universitárias diante da operação da Polícia Federal que envolveu a residência do Centro. Reforçamos que a residência universitária é um direito, previsto pela constituição, e uma conquista, oriunda de tanta luta e que não aceitaremos qualquer fenômeno midiático que deslegitime nosso direito em nome de ações pontuais que não representam o espírito de luta dos movimentos estudantis. A ofensiva contra a RUFET\UFPB, faz parte de uma campanha de detração pública das universidades federais como tática política para justificar o desmonte do financiamento e as sucessivas intervenções na autonomia e democracia universitária.

João Pessoa, 04 de dezembro de 2020.

João Pessoa, 04 de dezembro de 2020.

Coletivo de Estudantes da Residência Feminina Elizabeth Teixeria – RUFET da UFPB
Secretaria Nacional de Casa de Estudantes – SENCE
Movimento de Casa de Estudantes – MCE”

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