Bolsonaro tem semana decisiva em investigação que pode levar a seu afastamento do cargo

O presidente da República Jair Bolsonaro pode ser denunciado ainda nesta semana pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por obstrução de Justiça e advocacia administrativa ao tentar interferir na autonomia da Polícia Federal após denúncias do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Segundo especialistas de direito político, as denúncias são motivos suficientes para afastá-lo da Presidência.

Se Bolsonaro for denunciado pela PGR e, se a Câmara aprovar o prosseguimento das investigações, Bolsonaro será afastado do cargo automaticamente por 180 dias.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode decidir também nos próximos dias sobre a publicidade do vídeo da reunião ministerial em que Bolsonaro teria ameaçado Moro de demissão caso não trocasse o diretor-geral da PF.

A ampla divulgação do vídeo pode gerar um agravamento da crise política e institucional no país. Durante a reunião ministerial gravada em vídeo, membros do alto escalão do governo teriam feito severas críticas aos Poderes Judiciário e Legislativo e ataques à China. O chanceler Ernesto Araújo teria atribuído à China a responsabilidade pela pandemia do coronavírus, que ele chama de “comunavírus”, com a anuência de Bolsonaro, o que pode gerar mais uma crise diplomática com o maior parceiro econômico e comercial do Brasil.

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