Candidatos promovem debate quente com trocas de acusações e apresentações de poucas propostas, em João Pessoa

O debate promovido pela TV Master com os candidatos a prefeito de João Pessoa, na noite desta segunda-feira (28), seguiu o ritmo já percebido pelo público nas primeiras  edições promovidas pelo Sistema Arapuan. Os 10 postulantes ao Poder Executivo municipal que estiveram presentes, procuraram mais a troca de acusações à apresentação de novas propostas para a Capital.

O debate mediado pelo comunicador Alex Filho contou com as presenças dos candidatos Anísio Maia (PT), Carlos Monteiro (Rede), Cícero Lucena (Progressistas), Edilma Freire (PV), João Almeida (Solidariedade), Nilvan Ferreira (MDB), Pablo Honorato (PSOL), Raoni Mendes (DEM), Ruy Carneiro (PSDB) e Walber Virgulino (Patriotas).

O debate envolveu todos os temas importantes para a cidade de João Pessoa, a exemplo de segurança pública, habitação, saneamento básico, animais de rua, terceiro setor, Operação Calvário e corrupção, saúde, educação, mobilidade urbana, gestão e orçamento público, concurso público, entre outros.

No entanto, o que chamou a atenção do telespectador foram os ataques entre candidatos.

PONTOS QUENTES

No segundo bloco, os candidatos João Almeida e Wallber Virgolino, que protagonizaram uma discussão com acusações graves, ao longo do dia, envolvendo até questões familiares, voltaram a duelar com troca de palavras.

Em questionamento, Almeida quis saber de Wallber sobre a relação de Virgolino com o terceiro setor  e envolvimento com os conselhos de direito da Capital.

Em resposta, Wallber disse que faria diferente da gestão que Almeida apoiava, insinuando uma proximidade do solidarista com o governador João Azevêdo (Cidadania). “João Pessoa está cansada de tanta corrupção, cansada desse discurso protecionista de pessoas que dizem que querem o bem da cidade, mas só desejam o favorecimento próprio”, disse.

Na réplica, João Almeida acusou Wallber de não compreender o tema e disse que ele e Cícero Lucena seriam os candidatos com relações com a Operação Calvário. “Eu não bato esteira para ninguém, quem entende de Vaquejada é o senhor”, concluiu.

CALVÁRIO E CORRUPÇÃO

Na sequência, Wallber Virgolino questionou possível envolvimento do candidato Cícero Lucena com a Operação Calvário e questionou como o progressista iria tratar as Organizações Sociais (OSs) no serviço público.

Em resposta, Cícero Lucena disse que a Operação Calvário tinha dono, em alusão ao candidato Ricardo Coutinho (PSB), que não esteve presente no debate. “Se tem alguém aqui que é político, é candidato, não teve o apoio e nem apoiou ou foi secretário do responsável pela Operação Calvário, esse alguém, aqui presente, sou eu”, respondeu.

“O senhor foge da pergunta sobre a corrupção, como o Diabo foge da Cruz. O senhor diz que nada tem a ver com a Operação Calvário, mas o seu principal influenciador é o governador do Estado que teve contra sua pessoa uma busca e apreensão no Palácio da Redenção e na Granja do Governador. Não adianta passar para a população que vai mudar João Pessoa, que é um estilo novo de governar, que o senhor não. O senhor é a velha política, do conchavo, do toma lá dá cá”, rebateu Wallber.

Em tréplica, Lucena afirmou que o ‘candidato-delegado’ desconhecia a legislação penal. “Lamento que o candidato, enquanto delegado, não tenha o mínimo conhecimento da legislação quando se faz acusações, quantos processos são feitos e as pessoas são inocentadas?”, questionou. “Eu tenho certidão de inocência dado pela justiça. Então, se tem autoridade aqui que não cometeu crime, sou eu, Cícero Lucena”, complementou.

PROCESSO CONTRA NILVAN

E Wallber Virgolino prosseguiu com suas críticas aos adversários. Desta vez, criticou o comunicador Nilvan Ferreira, acusando-o de ser réu em processo que apura os crimes de estelionato, falsificação e sonegação fiscal.

“Toda a cidade sabe que esse processo segue em segredo de Justiça, mas todo mundo sabe que isso foi uma bruta armação contra as nossas posições contra a corrupção neste Estado. Eu estava lá na fronteira, aquilo que eu passei, que foi planejado nos gabinetes do Palácio da Redenção, enquanto você era secretário de Ricardo, aconteceu com muita gente, com vários empresários, vítimas da opressão, assim como fui”, respondeu Nilvan.

Em réplica, Virgolino disse que Nilvan debatia com um delegado de polícia, professor em Direito em Processo Penal, e que os produtos comercializados por Nilvan em roupa de lojas tiveram falsificação comprovada por perita conceituada em todo o país. “O seu caso ocorreu entre 2016 e 2017, e eu não era secretário de Ricardo Coutinho [na época]. Você tacha o delegado Lucas Sá [de Defraudações à época] de servir a Ricardo Coutinho, quando ele é a bandeira da perseguição; você responde a processo, você é réu. Quem engana o consumidor, engana o eleitor. Quem não consegue administrar uma empresa privada, vai administrar uma empresa pública? Nilvan, conta outra, você é falso!”, disse.

Na tréplica, Nilvan acusou Wallber de levar os debates para o “esgoto” e de evitar apresentar ideias em troca de “bravatas”.

“GUIA TURÍSTICO”

Em debate sobre habitação, Nilvan Ferreira questionou a candidata Edilma Freire sobre a política promovida pela gestão Luciano Cartaxo na Capital.

“Temos o maior programa de habitação que esta cidade já viu. Nós garantimos uma política de habitação que tem garantido quase 10 mil habitações nessa cidade, moradias com muita qualidade. Basta visitar o Timbó, o Saturnino de Brito e várias outras comunidades que vocês vão entender a importância desse modelo de gestão”, afirmou Edilma.

Em resposta, Nilvan foi direto: “A cunhada do prefeito não anda nos condomínios. Eu posso ser seu guia de turismo a partir de amanhã em João Pessoa. Vamos no meu carro até o Vista Alegre onde estive recentemente. Os apartamentos que entregaram estão todos vazando, é um verdadeiro descaso e a prefeitura simplesmente lavou as mãos”, disse Nilvan.

 

wscon

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