IMPEACHMENT: João Azevêdo critica pedido e acredita que usarão o processo como palanque político nas eleições de outubro

Nesta segunda-feira (10), o governador João Azevêdo (Cidadania) falou sobre o pedido de impeachment feito pela oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba. Para João o processo é sem fundamento e se tiver prosseguimento será caracterizado como golpe.

“Tudo isso faz parte de um processo democrático. Eu não me preocupo muito com determinadas situações, eu sei exatamente o que acontece no estado e como ele evoluiu. 2020 é um ano de eleições, muita gente vai tentar fazer palanque político disso. O processo é desprovido de qualquer substância jurídica que possa garantir o prosseguimento. Não se faz impeachment de suas pessoas ao mesmo tempo. Para que haja um processo de impeachment é preciso que tenha crime de responsabilidade e evidentemente que não existe isso. Aquilo é uma excrescência”, desabafou.

O governador ainda defendeu a fala do deputado federal Damião Feliciano (PDT), que classificou o pedido de impeachment como um golpe contra o Governo do Estado. O comentário do pedestista gerou a reação contrária do presidente da ALPB, Adriano Galdino (PSB) e do líder do G11, Felipe Leitão.

“Cabe, obviamente, e foi isso que o deputado colocou, das atitudes do prosseguimento que será dado pela Assembleia, para saber se isso é uma coisa pontual ou se realmente se existe um grupo de deputados ou alguém interessado naquilo, foi isso que foi colocado. A leitura do deputado com relação a peça está mais do que correta. Aquilo não existe juridicamente, e nós vamos avançar no sentido de que será arquivado, não tenho dúvidas nenhuma”, frisou.

Impeachment

Um pedido de impeachment do governador da Paraíba João Azevêdo (Cidadania) e da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) foi protocolado pelo deputado estadual Wallber Virgolino (Patriotas) na Assembleia Legislativa da Paraíba no começo do mês de fevereiro, dia em que a casa legislativa retornou aos trabalhos em 2020.

No documento, o parlamentar afirma que o impedimento do governador e da vice-governadora se justifica pelos crimes desvelados dentro do processo da Operação Calvário, que resultou na prisão de ex-secretários da gestão de João Azevêdo e também do ex-governador Ricardo Coutinho.

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