Novo líder do G11 defende ampla discussão sobre a PBSaúde; “Vale a pena dar esse cheque em branco ao Governo?”, questiona

Mesmo compondo a base de sustentação ao Governo do Estado, o G11 promete não facilitar a vida do Poder Executivo nas discussões sobre as pautas de seu interesse, neste segundo ano de mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Pelo menos foi isso que deixou claro o novo líder do bloco parlamentar, deputado Felipe Leitão (DEM), em entrevista na tarde desta quinta-feira (6).

Na oportunidade, ao comentar sobre a matéria que trata da Fundação PBSaúde, que chegou a ser discutida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no fim do ano passado, mas não avançou por conta dos desdobramentos da “Operação Calvário”, o líder do G11 afirmou que o tema é complexo.

Ele argumenta que os deputados estaduais receberam vasta documentação encaminhada pelo procurador Eduardo Varandas, do Ministério Público do Trabalho na Paraíba, que aponta inconstitucionalidades no projeto, como se fosse uma espécie de “cheque em branco” ofertado ao secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, e ao Governo do Estado.

“O que a Assembleia tem que analisar? Vale a pena dar esse cheque em branco ao Governo? Ou aos governos que virão daqui a alguns anos? Então, nós estamos analisando, já peguei a matéria para estudá-la e emitir um parecer, pois, sou da Comissão de Constituição e Justiça. É uma matéria que não é fácil”, disse o deputado em entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio FM.

“‘Estamos acabando com as OSs’ é o que todo mundo quer ouvir, é o que a gente concorda 100%, mas, para que se criar essa fundação, para você poder comprar sem licitação? Para você contratar sem critérios? Para quê? Tem que se estudar, tem que ver o que está por trás disso, tem que pesar e medir, onde é que o secretário de Estado da Saúde quer chegar com essa fundação? É só acabar com as OSs, se for, maravilha, tem que aprofundar a discussão”, complementou.

CPI da Calvário

Felipe Leitão ainda se mostrou “totalmente a favor” da abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios de recursos públicos apontados na Operação Calvário. Segundo ele, não assinou ainda o documento porque não foi procurado pelos deputados de oposição que defendem a CPI.

Impeachment de João Azevêdo

Sobre o pedido de impeachment do governador João Azevêdo (Cidadania), protocolizado pelo deputado Wallber Virgolino (Patriotas), o novo líder do G11 afirmou que a pauta merece maior aprofundamento das discussões. Segundo ele, os rumores são de que a peça jurídica que formula a denúncia tenha entre 300 e 500 páginas, com carga probatória robusta, incluindo relatórios da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba, por meio dos promotores que compõem o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o GAECO.

“Não posso fazer um juízo de valor, nem me pronunciar sobre o impeachment sem me debruçar sobre o que efetivamente consta nessa peça, que foi dada entrada pelo deputado de oposição, Wallber Virgolino. Tem que ter prudência, tem que ter cautela, reunir os companheiros do grupo para que possamos analisar minuciosamente e se manifestar sobre o tema”, comentou.

 

wscom

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