Parlamentares financiaram divulgação de atos antidemocráticos com verba pública, diz PGR

O pedido de quebra dos sigilos bancários envolvidos no âmbito do inquérito que apura os ataques às instituições e os atos antidemocráticos, como os feito pelo grupo autointitulado “300 do Brasil”, liderado pela extremista Sara Winter, aponta que o financiamento se origina em plataformas de doações coletivas e, também, por meio de cotas de parlamentares bolsonaristas.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o despacho do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, que pedia a realização das diligências contra 11 deputados, além de donos de sites e canais no YouTube favoráveis ao governo Jair Bolsonaro, o movimento 300 do Brasil teria recebido arrecadaram R$ 10 mil às vésperas do ataque com fogos de artifício contra o prédio do STF. Outros R$ 71 mil teriam sido arrecadados por meio de uma plataforma coletiva de doações.

Ainda segundo a Procuradoria-Geral da República, quatro deputados do PSL teriam utilizado dinheiro público apoiar e divulgar as manifestações antidemocráticas em suas redes sociais.

“Segundo o inquérito, Bia Kicis (DF), Guiga Peixoto (SP), Aline Sleutjes (PR) e General Girão (RN) gastaram dinheiro da cota parlamentar para propagar as mensagens virtualmente. Juntos, eles repassaram R$ 30,3 mil para a Inclutech Tecnologia, empresa do marqueteiro Sérgio Lima, responsável por cuidar da marca do Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro tentar criar”, destaca a reportagem. Outros seis deputados do PSL também  tiveram os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

Brasil 247

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