Quebra de sigilo mostra que ex-assessor de Carlos Bolsonaro retirou todo o salário em espécie

Extratos bancários revelados no curso da investigação da “rachadinha” mostram que o cabeleireiro Márcio Gerbatim sacou, mensalmente, todo o salário que recebeu como assessor do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Câmara do Rio entre abril de 2008 e abril de 2010. Ele é ex-companheiro de Márcia Aguiar, atual mulher de Fabrício Queiroz.

O inquérito conduzido pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) apura um esquema de desvio de recursos no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Por determinação da Justiça, foram quebrados os sigilos bancários de Flávio e ex-assessores, caso de Gerbatim, que foi funcionário do então deputado estadual entre 2010 e 2011, após trabalhar no gabinete do irmão.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi às redes sociais na manhã desta quarta-feira (2) para defender o ex-assessor Márcio Gerbatim, investigado no inquérito das “rachadinhas”.

Cabeleireiro, Márcio atuou como motorista do filho do presidente na Câmara do Rio de Janeiro e, segundo seus extratos bancários, sacava mensalmente todo o seu salário.

No Twitter, Carlos atacou o jornal O Globo, que teve acesso aos detalhes da investigação contra Gerbatim, e disse que “sacar o salário nunca foi crime”. O ex-assessor do vereador é ex-marido de Márcia de Aguiar, atual esposa de Fabrício Queiroz, e também atuou no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

“Novamente, como blogueiros da globo têm acesso a segredo de Justiça? Segundo, a pessoa sacar seu salário nunca foi crime! Fato ocorrido há 10 anos! A narrativa destes é tão normal quanto dizer que homem pode ser mulher se quiser! O objetivo sempre foi um só: atingir o Presidente”, escreveu o vereador.

Apesar de nunca ter recebido crachá de identificação na Câmara dos Vereadores, conforme revelado pelo jornal Estado de S.Paulo, o cabeleireiro obteve R$ 89.143,64 da Câmara de Vereadores entre maio de 2008 e maio de 2010. As retiradas em dinheiro vivo totalizaram R$ 90.028,96.

O Globo

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