Remédio divulgado por Trump e Bolsonaro causa primeira morte

Um casal do estado do Arizona, nos Estados Unidos, ingeriu cloroquina sem orientação médica. O homem morreu, e a esposa está internada em um hospital. A substância foi utilizada pela dupla para tratar supostos sintomas do novo coronavírus.

De acordo com informações divulgadas pela CNN, em vez de utilizar o medicamento vendido nas farmácias, com a substância, o casal usou um aditivo conhecido por ser utilizado na higienização de aquários.

O medicamento, vendido nas farmácias, é usado contra a malária, lúpus e artrite. No entanto, a cloroquina ganhou visibilidade depois de declarações dos presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), e dos Estados Unidos, Donald Trump. Ambos citaram o remédio como uma alternativa em estudo contra o coronavírus.

“Dada a incerteza em torno da covid-19, entendemos que as pessoas estão tentando encontrar novas maneiras de prevenir ou tratar esse vírus”, disse Daniel Brooks, diretor médico do Centro Banner Poison e Drug Information. “Mas a automedicação não é a maneira de fazer isso.”.

No Brasil, farmácias registraram uma compra fora do habitual do medicamento, o que causou seu esgotamento em alguns postos. Já na Nigéria, duas pessoas morreram intoxicadas por cloroquina no último domingo (22).

Por conta da procura acima do normal, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) incluiu a cloroquina na lista dos medicamentos de controle especial.

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