Vigilante é demitido de escola do Estado por não votar em Roberto Paulino

A perseguição política fez mais uma vítima na cidade de Guarabira. Essa semana, um funcionário da Escola Estadual Abdon Miranda, localizada na comunidade rural de São José do Miranda, recebeu a notícia de que estava desempregado por não acompanhar os candidatos apoiados pelos aliados do governador João Azevêdo.

Ocupando a função de vigilante desde o início do ano de 2011, Givanildo Francisco dos Santos, aliado do presidente da Câmara de Guarabira, Marcelo Bandeira (PDT), acompanhou o ex-governador Ricardo Coutinho e o atual governador João Azevêdo nas últimas eleições estaduais.

De acordo com relatos de Givanildo, um assessor gabaritado do governador esteve fazendo uma visita à localidade e deu ultimato aos servidores. “Quem não estiver com os candidatos do governador está fora do emprego”, disse. Givanildo respondeu que apoia as candidaturas de Marcelo Bandeira para vereador e Teotônio para prefeito, ambos do PDT.

O vigilante, que dependia do salário mínimo que percebia em sua função para sustentar a família, cometeu o pecado de não aceitar imposição das candidaturas do MDB, Roberto Paulino, e algum vereador dos partidos que são apoiadas pelo governador. A escolha por candidatos do PDT, partido da vice-governadora Lígia Feliciano, foi a motivação para a perseguição política a um simples vigilante.

A cruzada contra os eleitores dos candidatos do PDT começou com a demissão da presidente do partido, Mônica Bandeira Ferraz, do cargo que ocupava no Estado, na coordenação do IASS em Guarabira.

Muitos servidores que estão na estrutura do Estado estão sendo coagidos a apoiar as candidaturas dos aliados de João Azevêdo. Alguns, temendo em perder o emprego, estão se submetendo a vestir camisa vermelha e tirar foto para ser postada em rede social.

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